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"Sou daqueles que vai pedir carinho encostando a cabeça no seu ombro, segurar sua mão e em seguida encostar as costas dela nos lábios dando um simples beijo. Te abraçar forte, fechar os olhos e mostrar que quero sua mão na minha nuca e seu nariz nos meus cabelos. Daqueles que vai beijar seu rosto na esperança que você encoste sua face na minha e suspire alto. Deitar entre suas pernas e desenhar com o indicador na sua pele. Que irá ri das suas piadas sem graça e olhar com cara de desdém quando for corrigido. Brincar com os seus cabelos, beijar sua nuca e dizer constantemente que estar sentindo sua falta. Vou me desfazer e me refazer ao seu redor, me construir fazendo de você o meu alicerce. Te consertar quando ninguém mais conseguir fazer isso, preencher o seu vazio e suprir os seus desejos. Sou daqueles que se eu partir, a saudade vai lhe consumir e as nossas memórias ficaram cravadas na sua mente te fazendo lembrar que a intensidade da explosão do Big Bang não chegou nem perto da intensidade do sentimento que sentíamos um pelo o outro. Só não me faça ir, nunca quis ficar tanto com alguém como quero ficar com você."– 9 Dezembro de 1995, quero você. (via a-u-t-o-r)
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"Daqui a 50 anos eu ainda vou saber seu nome e vou me lembrar de todas as vezes que você me fez sorrir. Na minha memória, tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos."– Caio Fernando Abreu. (via allaxg)
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"E existem aquelas pessoas, que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas, que passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, ou nos fizeram sentir. É isso. As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós, e quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa."– Caio Fernando Abreu. (via inverbos)
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"Você que inventou a tristeza, ora tenha a fineza de desinventar."– Chico Buarque. (via futuro-heroi)
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"Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida. Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas. Amo teu jogo triste. As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria. Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência. Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas crianças e futuras rugas. Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual. Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa. Eu te amo de alma para alma. E mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila."– Fernando Pessoa. (via decisoes)
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Solidão não é quando me viram as costas e as músicas tristes me invadem. Nem sequer é quando escuto dos meus pais que sou um fracasso e que preciso de ajuda, ou quando os romances pessimistas que leio me dizem sobre o que eu não sou: eu mesmo. Solidão não é esta ausência à minha frente, nem mesmo é a boca muda em dias de festa, quando os tiros falam mais alto e as vozes são exaladas por silentes. Solidão não são as palavras cabendo dentro do teu peito minúsculo ou dentro do teu orgulho/silêncio/falta de amor. Solidão não é a queda como eu pensei ser, nem o não-toque nem a guerra declarada nem quando meu peito é coberto por lágrimas docemente salgadas. Solidão não é o buraco que restou na parede do quarto, nem esta ferida no dedão do pé, que queimou o chão em que eu andava e arrastou a esperança para a vala. Solidão não é a falta de algo ou alguém, muito menos o vácuo que se estende pela imensidão do meu quarto-pequeno.
(solidão é quando estou cara a cara com você, quando estou ao seu lado, quando estou perto, quando eu te enxergo. Solidão é quando estou conversando contigo mas a sua língua não é a mesma que a minha. É quando eu te procuro e você está mas não está, ou quando eu te vejo mas não te sei. Eu nunca te sei. Eu nunca te fui.)
"– Igor Pires. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)Não é

